sexta-feira, 30 de abril de 2010

Telephone Remake

Se é verídico eu não sei, mas ficou engraçado, o que se fala é que soldados americanos, na falta do que fazer, fizeram esse vídeo parodiando o mais novo sucesso da Lady Gaga. Vejam...



Fonte: Iutubiu!

terça-feira, 13 de abril de 2010

O primo do Releps

Uma das coisas que mais tenho feito ultimamente na minha vida profissional, além de trabalhar, é prestar concursos pelo mundo a fora (leia-se Paraná). Esse último final de semana não foi diferente, lá estava eu me preparando para visitar a capital do Estado para fazer as provas do concurso do Tribunal Regional Federal. Tudo começou com a minha decisão por pegar o ônibus para Curitiba na madrugada de domingo, pois minha intenção era chegar logo pela manhã sem ter custos com hospedagem. Passagem comprada, o ônibus saia as 2h:30min, vejo muitas pessoas ao redor do ônibus, o que me dizia que o mesmo iria cheio, pois além do povo que ali estava, haviam já alguns lá dentro, pois o ônibus estava vindo de Guaíra. Havia diferentes tipos de pessoas no local, inclusive um grupo de "manos" tomando "uns gole" perto dali, também havia roqueiros de uma banda, que aparentemente haviam se apresentado em Guarapuava e estavam retornando para casa com seus equipamentos, senhoras e senhores de idade avançada, alguns jovens, famílias, crianças, etc. Bom, até ai tudo bem, busão lotado, má qualidade do veículo, já era de se esperar isso tratando-se da Princesa dos Campos. O que eu não podia esperar era que um passageiro passaria da conta na bebida e entraria no ônibus com a sua mãe. A princípio vi um indivíduo com uma latinha de cerveja na mão e nada demais, pois qualquer um poderia ter tomado uma lata de cerveja antes de viajar. Porém, os problemas começaram quando o ônibus já havia partido. Tive a grande sorte desse indivíduo, que a partir de agora o chamarei de primo do Releps, não ter sentado perto da minha poltrona. Ao meu lado sentou-se uma senhora e nas poltronas da frente havia uma mulher que já estava no ônibus com seu filho de poucos meses de idade com as duas poltronas reclinadas ao máximo, limitando em 80% meus movimentos. A mãe do primo do Releps não sentou-se com ele, ela ficou sentada em uma poltrona ao lado da minha, do outro lado do veículo e ele sentou-se 4 poltronas para trás. Algumas vezes podia se ouvir conversas que vinham do fundo do ônibus, o sono foi aparecendo e o som das músicas em execução no player do celular não deixavam que eu ouvisse mais nada além disso. Entretanto, o silêncio foi quebrado com uma confusão no fim do ônibus. O primo do Releps entrou em vias de fato com um rapaz integrante da banda de rock, a qual comentei ai em cima. Pelo que tudo indica, o primo do Releps não parava quieto, e os dois se estranharam ao ponto de partirem para a porrada. Quando esse evento ocorreu, a mãe do primo do Releps foi para o fundo do veículo para impedir o filho, além dela, outro rapaz que estava na parte dianteira do ônibus também foi separar a confusão. Nisso um dos integrantes da banda, um cara bem gordo, cheio de tatuagens, levantou e gritou dizendo para parar com a "brincadeira". Nesse momento, as luzes do ônibus foram acesas pelo motorista, após ser avisado por passageiros. O primo do Releps foi contido e sua mãe sentou ao seu lado, dizendo que não iria deixá-lo sair dali pois ela era a mãe dele. O rapaz gordo e o seu colega que se envolveu na confusão estavam em pé no fundo do corredor, o rapaz que estava na frente do ônibus que ajudou a parar a confusão ficou em pé e desferiu as seguintes palavras: "Se esse cara levantar, vamos cobrir ele na pancada!". A mãe tentava conter o filho, os demais se sentaram, as luzes se apagaram, eu fiquei atento a qualquer movimento, os demais passageiros tentaram se acomodar, mas o primo do Releps não queria o sussego. Ele tentou levantar do seu lugar diversas vezes e xingou sua genitora até que de repente, num ato impensado, acabou agredindo a sua própria mãe. Nesse momento, ouviu-se a seguinte frase pronunciada pelo rapaz gordo da banda de rock: "Na mãe não! Vai bater na mãe?". Isso foi um basta, o rapaz que estava na parte da frente do ônibus levantou decidido e foi em direção ao primo do Releps e começou a golpeá-lo com socos na cara, foram tantos que perdi as contas. O terror tomou conta do veículo, o motorista foi avisado novamente, a luz foi acesa e pude observar os últimos socos. Alguns gritaram, outros correram (como uma pobre velhinha que saiu de sua poltrona perto da briga para se proteger), e a moça mãe do bebê que estava a minha frente levantou falando para pararem, pois bater não iria adiantar em nada, essa hora ela já estava no corredor. Não quis me envolver, mas a vontade que tive foi de falar para ela ficar quieta e para que ela cuidasse do seu filho e não se metesse na confusão. Como bem falei, não quis me envolver, e a moça abandonou seu filho deitado nas poltronas e foi tentar separar a briga e ao mesmo tempo pedindo para que alguém olhasse por seu filho.

Foto com o intuito de não tornar o texto uma coisa chata

Fiquei indignado, pois o motorista nem sequer parou pra ver a confusão, a mulher queria que o primo do Releps ficasse impune, a mãe do primo do Releps chorava, pois acabara de ser agredida pelo filho. Após apanhar, o primo do Releps se acalmou e falava para sua mãe que chorava: "Eu não te bati né mãe, eu não te bati!". Os dois integrantes da banda de rock falavam que ele bateu, que eles viram ele batendo. O motorista disse que faltava alguns minutos para chegarmos ao posto dos guardas rodoviários. Momentos apreensivos antecederam a chegada até o posto policial. Ao chegarmos no posto, avistei pela janela 3 policiais com suas mochilas, creio que eles esperavam uma carona e após conversa por alguns minutos com o motorista, eles entraram no veículo e foram interrogar o primo do Releps, deram a ele duas opções: ficar no posto policial preso ou seguir a viagem quieto sem confusão. O primo do Releps começou a chorar e dizer que iria se comportar, que estava passeando e estava indo para Itajaí para trabalhar e que não queria mais confusão. A princípio pensei que os guardas iriam apenas repreender o primo do Releps e deixar o ônibus, o que de nada adiantaria, pois a bebida e talvez até algo mais faria o primo do Releps aprontar novamente. Mas para a felicidade de todos, os policiais acomodaram-se no ônibus, um deles sentou ao lado do primo do Releps durante o restante da viagem. O primo do Releps adormeceu e teve que ser acordado pelo policial na rodoviária de Curitiba. Eu desci e fui tomar um café, um não, vários, pois não dormi nada e tinha um dia inteiro de provas pela frente. Eram 6h:20min e eu estava na lanchonete da rodoviária tomando café. Sempre falo que na rodoviária de Curitiba, e também a de qualquer outra cidade grande, nos deparamos com os mais bizarros tipos de pessoas: estranhas, comuns, suspeitas, felizes, tristes, pobres, ricas, etc. Duas delas me chamaram a atenção, dois homens adentraram a lanchonete, um deles tremia sem parar e o outro aparentava ser normal, os dois chegaram no balcão e perguntaram quanto custava uma cerveja. A moça informou que a latinha custava três reais (muito caro) e os dois pediram uma latinha. Fiquei pensando, nada contra tomar cerveja, mas 6h:30min da manhã? Bom, ainda bem que não era um outro parente do Releps, vamos para o local da prova, já eram passados alguns minutos das 7 horas e eu peguei um taxi para o local da prova, o local era perto, mas temi passar pelo viaduto do Capanema naquele horário, eu tinha medo de ser roubado, mas acabei sendo roubado pelo taxista, pois o mesmo deu algumas voltas a mais até chegar no local, eu percebi na hora, mas não quis falar nada, Deus deve estar vendo tudo isso. Fiz a prova da manhã, sempre me lembrando do primo do Releps, não sei como fui na prova, verei dia 19 quando sair o gabarito. Fui almoçar numa dessas franquias de fast food, chamado Subway, onde servem diferentes tipos de pães, de 15 ou 30cm, com diferentes tipos de recheios, diferentes tipos de queijo, diferentes tipos de temperos e saladas, até que era bom, mas o preço vocês sabem, não é normal de onde eu venho. Fiz a prova da tarde já pensando como eu iria para a rodoviária, eu sabia que era perto, mas estava na dúvida se enfrentava ou não o viaduto do Capanema. Na saída da prova, estava decidido, eu iria a pé e passaria por lá. Meu dinheiro estava guardado em local estratégico (não divulgarei o local por motivos de segurança), meu celular coloquei no bolso da calça, carteira ficou no bolso da blusa, segura pela minha mão, contendo R$10,00 para eventual pedágio, cordão do tênis bem amarrado para uma eventual fuga. Imaginem um viaduto de tamanho grande, eu precisava chegar na avenida que passa por baixo dele, para isso, precisava passar por um beco entre um muro alto de uma subestação de energia e o viaduto onde há um cenário de filme, vários mendigos dormindo, meninos de rua, todos infiltrados nos labirintos de concreto, um local perfeito para um crime. Sorte a minha não ter encontrado nenhum parente do Releps. Passei por ali sem olhar detalhes, apenas tentando olhar se não estava sendo seguido, e consegui chegar até a rua principal, aliviado de certo modo. Agora faltavam poucos metros para chegar novamente a rodoviária, por pouco, mas por muito pouco não cruzo com aproximadamente 50 torcedores da torcida organizada do Paraná Clube, minha mochila tinha a cor verde para me ajudar, nada que lembrasse o Coxa branca, mas vai saber o que passa na cabeça dos membros da Fúria Independente? Bom, fui salvo por algumas questões chutadas que eu não sabia responder. Ao final de tudo, retornei para a minha cidade com tranquilidade e espero não ter que passar por situações como essa novamente, pois não quero ter que usar em nenhum momento a minha força destrutiva, ainda mais em algum parente do Releps.

ps. Releps para quem não sabe, é uma lenda viva que reside nos arredores do Jardim Dona Angela. Ele tem envolvimento com álcool, drogas e crimes. Já escapou da morte tantas vezes quanto escapou da polícia. Releps é uma palavra a ser usada com cuidado, pois ela significa perigo.